quarta-feira, 3 de agosto de 2011

TER VOCÊ


QUANDO O SONHO TORNOU-SE REAL
E O IMPOSSÍVEL SE DISSIPOU
FELIZ PUDE SER
POR CAUSA DE TEU AMOR

TER VOCÊ
É VER O SOL BRILHAR EM FRENTE A MIM
É
VIVER SEM SOFRER
E TEU OLHAR NO MEU OLHAR
SEU FALAR
SEU CANTAR
AINDA É POUCO O QUE TENHO A DIZER
POIS TU ÉS AMOR
MEU AMOR
QUE SONHEI E REALIZEI.
TE AMO.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

DESPERTAR


Estava desnorteada e de coração machucado.
Envenenada eu com minha própria insanidade.
Permitindo-me ser um brinquedo na mão de estranhos.
Sendo manipulada pela mente e o corpo.
Desesperada estava eu com meu futuro.
Pois a cada dia me sentia mais reclusa de minha dor.
Ansiava a morte para poder livrar-me dela.
E assim permanecia...
Até que você apareceu.
E com um só golpe de palavras
Aliviaste a dor que transpassava meu peito.
Apareceste como que repentinamente
Mudando o rumo das coisas
Fizeste-me esquecer de lembranças que em meus lábios eram iguais ao experimentar absinto.
Pois cada palavra que saía de meus lábios faziam cair lágrimas que percorriam todo meu corpo.
E agora esta metafísica na qual me transformei é livre.
Posso agora aspirar sonhos de outrora.
Destampar-se meus olhos e pude ver o sol novamente.
Guiaste-me ao infinito de tua mente e de teu coração.
E o desespero que era presente,finalmente fora esquecido.
Assim,também, trouxeste para mim a razoabilidade.
Meu coração enfim passou a ter esperança e pude sentir vida dentro de mim.
Cambaleando ainda mesmo assim me carregaste.
E conseguir sair da reclusão da qual me refugiaram.
A solidão enfim foi embora e podia se ver a alegria em meu semblante.
Pois teu sorriso me trazia paz.
E o prazer de estar em teus braços era enorme.
Fechei meus olhos confiantes e pude descansar.
Ficaste ao meu lado enquanto eu me recuperava.
E pude viver intensamente um novo amor.
Pois acordaste dentro de mim o que estava perdido...
Que era a infinita e inextinguível capacidade de amar.



Lidiane Martins
(Livro Antologia On-line,páginas 20 a 22)

domingo, 20 de março de 2011


Quantas dúvidas mais terei?
São estradas enormes dentro de minha mente eu não sei qual seguir.
Cada caminho percorrido terá suas conseqüências irreparáveis.
Por isto as vezes resolvo ficar parada.
Alguns não me entendem.
Tenho sobre mim um telhado de vidro.
Qualquer coisa irá me atingir por mais menor que seja.
Deixar de viver, não é morrer.
Mas para muitos é a única opção.
Dentro de mim ainda há muita vida.
Não vou morrer...
Mas vou ter que estar trilhando estradas até que eu possa enfim chegar a um lindo lago.

terça-feira, 15 de março de 2011

A garota e o passáro


Havia uma linda menina que amava passar suas férias em uma linda fazenda onde tinha um lindo riacho de águas cristalinas, pedras lisinhas e areia fina.
A menina adorava observar os pássaros que sobrevoavam por ali.
Eram pássaros de vários tamanhos e cores diferentes.
Havia um pássaro negro belíssimo no qual a menina sempre olhava e perguntava:
-Ei.. Passarinho lindo. Por que você é o único pássaro aqui que não canta?
O pássaro continuava a pular de galho e em galho como se não importasse com que a jovenzinha falava.
-Vamos cante! – mandava a menina como se o pássaro fosse obedecer a sua ordem.
Os dias se passaram e a menina voltou para a cidade triste pois gostava muito daquele lugar.
Passaram-se os dias e por fim a menina voltou ao lugar que tanto gostava.
Observando os pássaros percebeu um lindo canto que ecoava no meio das folhagens.
Procurou de mansinho, pois nunca havia escutado um canto tão bonito.
Levantou as folhagens com muito cuidado a procura do pássaro.
A garota ficou surpresa quando percebeu que o canto era daquele pássaro negro.
Felicíssima pediu para que o pássaro saltasse, voasse de galho em galho. Levantava a mão como que se quisesse ensiná-lo como se deveria voar.
Mas para sua tristeza e decepção o pássaro não se mexia, só cantava e cantava.
Ela pegou-o em suas mãos, o lindo pássaro, virou-se para seu pai e perguntou-lhe:
-Pai... Por que este pássaro não quer voar? Por que ele canta alegremente, mas não voa?
O pai meio que com cuidado, refletindo em suas palavras, virou-se para a garotinha e respondeu-lhe:
-Filha... Não é costume deste pássaro cantar. Este pássaro só canta quando sente dor.
A menina assustada olhou para o passarinho e observou que os olhos dele não se abriam porque alguém havia furado-lhe os olhos.



Lidiane Martins
A cada dia é preciso reinstalar o sistema.
São tantos números e uma soma incrível que se resume em minha pessoa.

terça-feira, 23 de março de 2010

Tudo o que escrevo me torna imortal diante dos que me conhecem fisicamente.
Quero que lembrem-se de mim enquanto eu for um vaso com alma.
A nossa existência terrestre tem um objetivo sublime, inquestionável.
E é através de escritos que temos esta certeza e de que podemos seguir um caminho que nos levará a uma paz ansiada por tantos.
Desejo este dia como um presente esperado.
Espero com a certeza de que poderei ver o sol entre as colinas.
De que a noite cobrirá meus olhos com seu cobertor negro.
Sei que tudo aqui será modificado.
Que tudo o que tenho, não terei mais.
Isto...para minha felicidade eterna.
Lidiane Martins

domingo, 25 de outubro de 2009

AS MIL E UMA NOITE

Mil e Uma noites: A História da Rainha Sherazade

Resumo escrito por:Luacarioca
 Num distante País vivia um homem bonito e honrado, esse rei, de nome Shariar, já havia sido muito feliz, sem saber que sua esposa guardava um terrível segredo: apesar de fingir que o amava, ela na verdade estava apaixonada pelo servo mais indigno da corte. Um dia Shariar casualmente a surpreendeu num canto escuro do palácio nos braços do amante. Transtornado pela dor e pelo espanto, o soberano soltou um grito medonho e sacou da espada para cortar a cabeça da mulher infiel e do servo desleal. Pouco tempo mais tarde um cavalo parou na frente do palácio, e o irmão do rei, Shazaman, entrou para visita-lo.  “Mas é inacreditável!” Shazaman exclamou. “ Pois pouco antes de partir a mesma coisa aconteceu comigo! Encontrei minha esposa beijando um de meus servos e, como você, também puxei a espada e cortei a cabeça dos pérfidos.” Dias depois Shazaman voltou para seu reino, e Shariar ficou postado junto à fonte, contemplando as águas límpidas com um olhar pensativo. Por fim fez um juramento terrível: “Amanhã à noite vou me casar de novo, mas não permitirei que minha mulher desfrute os privilégios de rainha. Pois, quando o dia clarear, mandarei executa-la. Na noite seguinte tomarei outra esposa e ao amanhecer ordenarei que a eliminem. E assim hei de fazer sucessivamente até que não sobre neste reino uma única representante do gênero feminino”. Dito e feito. Toda a noite ele escolhia uma nova esposa e toda manhã mandava a infeliz para a morte. Seus súditos viviam apavorados, temendo perder filhas, irmãs, netas. Muitos fugiram para outros reinos, e por fim restou nos domínios de Shariar uma só noiva disponível. Tratava-se de Sherazade, jovem de alta estirpe, filha do primeiro-ministro do soberano. O pobre homem se encheu de pavor e tristeza ao saber que ela estava condenada à morte. Sherazade, no entanto, não se desesperou. Era mais sábia e esperta que todas as suas predecessoras, e junto com a irmã caçula elaborou um plano meticuloso. Terminada a breve cerimônia nupcial, o rei conduziu a esposa a seus aposentos, mas, antes de trancar a porta, ouviu uma ruidosa choradeira. “Oh, Majestade, deve ser minha irmãzinha, Duniazade”, explicou a noiva. “Ela está chorando porque quer que eu lhe conte uma história, como faço todas as noites. Já que amanhã estarei morta, peço-lhe, por favor, que a deixe entrar para que eu a entretenha pela última vez!” Sem esperar resposta, a jovem abriu a porta, levou a irmã para dentro, instalou-a no tapete e começou: “Era uma vez um mágico muito malvado...”. Furioso, Shariar se esforçou ao máximo para impedir a narrativa; resmungou, bufou, tossiu, porém as duas irmãs o ignoraram. Vendo que de nada adiantava sua estratégia, ele ficou quieto e se pôs a ouvir o relato de Sherazade, meio distraído no início, profundamente interessado após alguns instantes. A pequena Duniazade adormeceu, embalada pela voz suave da rainha. O soberano permaneceu atento, visualizando mentalmente as cenas de aventura e romance descritas pela esposa. De repente, no momento mais empolgante, Sherazade silenciou. “Continue!”, Shariar ordenou. “Mas o dia está amanhecendo, Majestade! Já ouço o carrasco afiar a espada!” “Ele que espere”, declarou o rei.  Shariar se deitou e logo dormiu profundamente. Despertou ao anoitecer e ordenou à esposa que concluísse o relato, mas não se deu por satisfeito. “Conte-me outra!”, exclamou. Sherazade sorriu e recomeçou: “Era uma vez...”. Novamente o sol adiou a execução. Quando Sherazade terminou, ela a mandou contar mais uma história. E assim a jovem rainha: conseguia postergar a própria morte. De dia o rei dormia tranqüilamente,  à noite, acordava sempre ansioso para ouvir o final da narrativa interrompida e acompanhar as peripécias de mais um herói ou heroína. Já não conseguia conceber a vida sem os contos de Sherazade, sem as palavras que lhe jorravam da boca como a música mais encantadora do mundo. Dessa forma se passaram dias, semanas, meses, anos. E coisas estranhas aconteceram. Sherazade engordou e de repente recuperou seu corpo esguio. Por duas vezes ela desapareceu durante várias noites e retornou sem dar explicação, e o rei tampouco lhe perguntou nada. Certa manhã ela terminou uma história ao surgir do sol e falou: “Agora não tenho mais nada para lhe contar. Você percebeu que estamos casados há exatamente mil e uma noites?” Um ruído lhe chamou a atenção e, após uma breve pausa, ela prosseguiu; “Estão batendo na porta! Deve ser o carrasco. Finalmente você pode me mandar para a morte!”. Quem entrou nos aposentos reais foi, porém, Duniazade, que ao longo daqueles anos se transformara numa linda jovem. Trazia dois gêmeos nos braços, e um bebê a acompanhava, engatinhando. “Meu amado esposo, antes de ordenar minha execução, você precisa conhecer meus filhos”, disse Sherazade. “Aliás, nossos filhos. Pois desde que nos casamos eu lhe dei três varões, mas você estava tão encantado com as minhas histórias que nem percebeu nada...” Só então Shariar constatou que sua amargura desaparecera. Olhando para as crianças, sentiu o amor lhe inundar o coração como um raio de luz. Contemplando a esposa, descobriu que jamais poderia matá-la, pois não conseguiria viver sem ela. Assim,  escreveu a seu irmão  e lhe propondo que se casasse com Duniazade. O casamento se realizou numa dupla cerimônia, pois Shariar esposou Sherazade pela segunda vez, e os dois reis reinaram felizes até o fim de seus dias. .
Mil e Uma noites: A História da Rainha Sherazade Originalmente publicado no Shvoong: http://pt.shvoong.com/books/1648867-mil-uma-noites-hist%C3%B3ria-da/